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Segunda-Feira, 24 de Fevereiro de 2014
Alta de 40% no consumo de suco de uva gera novos negócios
Comercialização da bebida passou de 4,1 milhões de litros em 2004 para mais de 72 milhões de litros no ano passado.

Noticias *Cooperativa de Flores da Cunha está investindo R$ 80 milhões em nova fábrica que vai produzir apenas bebida não alcoólica, especialmente a partir da uva.*

Enquanto o vinho faz a fama da Serra, é o suco de uva que ganha espaço nas indústrias. Enquanto o consumo de vinho no Brasil cresceu apenas 3,79% em relação a 2012, a venda do suco de uva teve alta de 40% no mesmo período, em uma curva de linha ascendente há pelo menos 10 anos.
O produto integral (feito com 100% da fruta, sem adição de água, açúcar ou conservantes) é um dos principais responsáveis pelo sucesso da bebida. É o carro-chefe do segmento de sucos e abrange tintos, rosados, brancos e orgânicos (produzidos sem agrotóxicos). Em uma década, a comercialização deu um salto, passando de 4,1 milhões de litros em 2004 para mais de 72 milhões de litros no ano passado.
— A gente percebe que as pessoas estão muito mais preocupadas em ter uma vida saudável. O suco 100% de uva tem tantos benefícios à saúde quanto o vinho. Costumamos dizer que o suco é democrático: pode ser consumido dos seis meses de idade e pela vida inteira — explica a diretora de promoção do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Andréia Gentilini Milan
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E a produção de suco de uva na serra gaúcha não se restringe mais a produtos básicos. O mercado se abre aos sucos destinados a paladares mais exigentes. A Casa Madeira, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, criou em 2011 a primeira safra de suco varietal, elaborada com uvas viníferas — como moscato e cabernet sauvignon — e vem fabricando a bebida com as mesmas uvas de castas utilizadas em vinhos finos. O produto representa 8% das vendas da empresa, que também fabrica suco integral com as uvas isabel e bordô, variedades comuns. A embalagem de 500ml custa R$ 7,10 no varejo da empresa.
— É uma alternativa para quem aprecia bons rótulos, mas tem restrição a bebidas alcoólicas. É uma apresentação elegante para quem busca sofisticação em um produto saudável. Os sucos têm safras com o ano de produção das uvas, assim como os melhores vinhos — explica Juciane Casagrande, diretora comercial do Grupo Famiglia Valduga, ao qual pertence a Casa Madeira.
A bebida também está recebendo outro tipo de investimento. Neste mês, a Cooperativa Nova Aliança — união de cinco cooperativas da região — inicia as operações de uma nova planta, em Flores da Cunha, totalmente destinada à produção de suco, com inauguração oficial prevista para março. Dos vinhos, fará apenas o envase. Com investimento de R$ 80 milhões, a unidade processará, no futuro, mais de 60 milhões de quilos de uva por ano.
— Estamos diminuindo ano a ano a quantidade de vinho e aumentando a de suco. Não é só uma questão nossa. O setor vem consumindo mais uva de mesa para suco — explica o diretor-presidente da Cooperativa Nova Aliança, Alceu Dalle Molle.
A cooperativa deve, ainda, entrar no segmento de néctares (quando o suco tem 30% de fruta, diluído e adoçado) e trabalhará com outras frutas, como laranja, pêssego, abacaxi e tangerina.

Fonte: Zero Hora






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