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Quinta-Feira, 02 de Outubro de 2014
Pepsi aposta no suco de caju e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) capacita plantadores do MS
Para Pepsi, agora é a vez do suco de caju

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Quando a colheita do caju começa na Índia, a maior parte da polpa é jogada fora, exceto por uma pequena parte usada para preparar uma bebida alcoólica famosa em Goa, um estado indiano. Porém, o desperdício da próxima colheita será menor: a Pepsi aposta que o suco de caju pode ser o próximo fenômeno das bebidas naturais como a água de coco ou o açaí.


A água de coco, o suco de romã e de limão são populares na Índia, mas os preços estão elevados. Por isso, a empresa passou a procurar produtos locais para tornar as bebidas mais baratas para os consumidores. Isto está combinado com o crescimento econômico da classe média e o apetite da mesma por novos sabores e ingredientes.


Um exemplo disso é a quinoa – um grão típico dos Andes, que devido à grande demanda global – por ter se tornado moda – está em falta em vários lugares. A chia – uma semente da Guatemala que adquiriu fama como a “semente que emagrece” – , também outro ingrediente da “moda”, passou a ser usada em vários produtos. O suco de caju passará a ser vendido em 2015 sob o nome de Tropicana, substituindo sucos mais caros como o de maçã, abacaxi e banana. A expectativa da empresa é que a produção possa se tornar global.


A Pepsi acredita que, pelo fato de o suco ser considerado “exótico”, ele pode se tornar um produto premium. Os agricultores indianos estão perplexos com o interesse da Pepsi na polpa do caju. Enquanto a castanha é um fenômeno mundial, a polpa é quase sempre descartada. O Brasil é o maior consumidor da polpa, porém o país processa apenas 12% anualmente por causa do desafio da sua pouca durabilidade. Na Tailândia, o suco é promovido como uma “bebida dos deuses”. O suco é exaltado por possuir vitamina “C”, além de outros “mitos” como a queima de gordura e a melhora da performance sexual.


A Pepsi passou a prestar atenção na fruta no Brasil, que já produz água de coco para a empresa, quando um produtor de caju apresentou a fruta para os pesquisadores da empresa. Um dos desafios do caju é sua rápida fermentação. Para aprimorar o processamento da polpa, a empresa teve ajuda da Clinton Foundation, que manifestou interesse em ajudar pequenos produtores agrícolas. A fundação já colabora com pequenos produtores na Etiópia e no México.


 


Fonte: Campo Grande News


 






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